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Vinícius de Moraes: o poeta que deixou sua marca na música brasileira

Vinícius de Moraes foi o poeta que deixou sua marca na música brasileira. Nascido em 1913, no Rio de Janeiro, aos 14 anos, Vinícius tornou-se amigo dos irmãos Paulo e Haroldo Tapajós. Com Haroldo, ele compôs a canção de raposa “Loura ou Morena”, gravada pelos irmãos em 1932. No ano seguinte já havia escrito letras para dez músicas gravadas por seus parceiros: sete com Haroldo Tapajós, duas com Paulo e uma com J. Medina (gravada por João Petra de Barros). 

Em 1933, ano que se formou em Direito, lançou seu primeiro livro, “O Caminho Para a Distância”. Dois anos mais tarde, publicou seu segundo livro “Forma e Exegese”. Então, em 1936, escreveu “Ariana, uma Mulher”. Em 1938 foi para a Inglaterra, com uma bolsa do governo inglês para estudar literatura na Universidade de Oxford.

Sucessos

Alguns dos maiores sucessos musicais de Vinícius de Moraes, no entanto, surgiram no final da década de 1950. Ele e alguns jovens músicos do Rio de Janeiro foram responsáveis pelo surgimento de um movimento que viria se tornar a grande internacionalização da música brasileira: a Bossa Nova. Tudo começou quando Vinícius procurava um musicista para compor a música de sua peça teatral “Orfeu da Conceição”. Com isso, acabou encontrando um  pianista então desconhecido chamado Antônio Carlos Jobim (ele mesmo, Tom Jobim). A partir de então começaram uma parceria que rendeu mais de 50 músicas. Entre elas, a música brasileira mais conhecida no mundo até hoje: Garota de Ipanema. 

O início da Bossa Nova

Em 1958, a cantora Elizeth Cardoso lançou o álbum “Canção do Amor Demais”, que para muitos representou o início da Bossa Nova. No disco havia cinco composições da dupla Tom e Vinícius. São elas: “Canção do Amor Demais”, “Chega de Saudade”, “Outra Vez”, “Luciana” e “Estrada Branca”. Além disso, o álbum também trouxe ninguém menos que João Gilberto e sua “batida diferente” em duas faixas, “Chega de Saudade” e “Outra Vez”. O disco consagrou a carreira de todos eles. Com isso, as composições da parceria Tom e Vinícius passaram a ser disputadas pelos cantores da época. 

Em 1959, o filme Orfeu do Carnaval, baseado na peça Orfeu da Conceição, escrita por Vinícius de Moraes ganhou a Palma de Ouro no festival internacional de cinema de Cannes, na França. Além disso, ele foi premiado em Hollywood (EUA), como o melhor filme estrangeiro. No mesmo período Vinicius  e Tom Jobim compuseram “Eu Sei Que Vou Te Amar” e “Amor em Paz”. 

Baden Powell

Outra parceria consagrada de Vinícius de Moraes foi com Baden Powell. Afinal, juntos os dois foram responsáveis por grandes músicas como “Samba da Bênção”, “Só por Amor”, “Canção de Amor e Paz”, “Pra que Chorar”, “Deixa”, “Samba em Prelúdio”, “Apelo”. Berimbau”, ” Consolação”, entre outros. Graças à influência da pesquisa sobre o folclore baiano realizada por Baden Powell, eles compuseram ainda a série conhecida como afro-sambas: “Samba de Oxossi”, “Canto de Xangô”, “Canto de Ossanha”.

Primeira audição 

Em agosto de 1962, junto com Tom Jobim, João Gilberto e Os Cariocas, abriu o show Encontro na boate Au Bon Gourmet (Rio). Essa foi a primeira audição das canções “Garota de Ipanema“, “Insensatez”, “Ela é Carioca”, “Só Danço Samba”, “Samba do Avião” (todos com Jobim) e “Samba da Bênção”. No ano seguinte, conheceu Edu Lobo, com quem escreveria “Arrastão” (que venceria o I Festival de Música Popular Brasileira em 1965 com a interpretação de Elis Regina), “Zambi” e “Canção do Amanhecer”.

Em 1966, participou (com Maria Bethânia e Gilberto Gil) da mostra Pois É, no Teatro Opinião, que apresentava as composições de Gil. Em 1968, ele foi sumariamente demitido após 26 anos de trabalho no Itamaraty pelos poderes discricionários da ditadura militar. Naquele mesmo ano, ele viajou bastante pela Europa (com Chico Buarque e Nara Leão) e Argentina (com Dorival Caymmi, Quarteto em Cy, Baden Powell e Oscar Castro-Neves). 

Toquinho 

Em 1969 Vinícius se tornou parceiro de Toquinho (a parceria rendeu 20 álbuns). Em janeiro de 1971, Toquinho e Moraes se apresentariam novamente, desta vez com Maria Bethânia. Essa parceria seria uma das mais importantes de sua carreira, segundo ele próprio, numa de suas crônicas: “Encontrei novamente um parceiro pra valer, e ele é um jovem paulista de 24 anos, de origem italiana, com uma pinta de menestrel medieval chama-se Antonio Pecci Filho, mas é conhecido pelo apelido de Toquinho, e simplesmente ‘janta’ o violão. Será na minha opinião, o grande sucessor de Baden Powell, como Baden foi de Canhoto.

Em 1971, um LP com suas composições (com Toquinho) “Tarde em Itapoã” e “Como Dizia o Poeta” foi lançado pela RGE com grande sucesso. Tal parceria resultou  num grande número de convites para turnês no Brasil e no exterior. Sempre bem-sucedida, a dupla saiu com Maria-vai-Com-as-Outras”, “Testamento” (1971), “Regra Três” (1972) e outras. 

Vinícius de Moraes foi o poeta que deixou sua marca na música brasileira. Ele faleceu em julho de 1980 no Rio de Janeiro, aos 66 anos, de edema pulmonar. Ainda no mesmo ano, seu livro Arca de Noé renderia dez anos depois várias encenações de TV com música de Toquinho, lançada em dois LPs: A Arca de Noé (Ariola, 1980) e A Arca de Noé, vol. 2 (Ariola, 1981). 

 

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