fbpx

Gal Costa: a voz da mulher por trás da intérprete

Maria da Graça Costa Penna Burgos, ou como é conhecida no Brasil e no exterior, Gal Costa, nasceu em 1945 em Salvador (BA). Essa grande voz da nossa música, teve na mãe, Mariah Costa Penna, sua primeira incentivadora. Ela ouvia música clássica quando estava grávida para fazer com que Gal, a criança em seu ventre, tivesse ligação com a música. E a história mostra que ela estava realmente predestinada. Conheça um pouco da história de Gal Costa, e a voz da mulher por trás da intérprete.

Na pré-adolescência Gal se tornou amiga das irmãs Sandra e Dedé (Andreia) Gadelha, que anos mais tarde se casariam com Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. A amiga Dedé apresentou Gal a Caetano em 1963. Desse encontro surge uma grande amizade de onde resultaram colaborações musicais memoráveis. 

Em 1965 Gal se mudou para o Rio de Janeiro e participou do álbum de estreia de Maria Bethânia cantando com ela a música “Sol Negro.” Nos anos seguintes, 1966 e 1967,  Gal se apresentou em Festivais de Música e, ainda em 1967, ela colaborou com Caetano no álbum  “Domingo.”  Além de ter se consagrado na MPB, Gal foi também uma expoente  da Tropicália. Ela gravou, em 1969, uma das canções tidas como emblemáticas do período: “Baby.” Ainda no mesmo ano, Gal lançou outros dois grandes sucessos:  ” Meu Nome é Gal ” e ” Cinema Olympia”. Porém, com o exílio de Caetano e Gil na Inglaterra, pela ditadura militar, o movimento Tropicália já não tinha como continuar.

A voz da mulher que desafia os padrões

Na década de 1970, Gal Costa se tornou uma das intérpretes mais populares do país. Entretanto, embora ela normalmente não escrevesse suas próprias músicas, cada vez mais se dedicava a canções que exprimiam sua identidade feminina, às vezes de maneiras que desafiavam as normas heteronormativas. Um exemplo foi  seu álbum “Índia”, de 1973, cuja capa foi  censurada por ser tida como muito transgressora. Na faixa-título do álbum, originalmente escrita por Roberto Carlos, ela novamente mostrou uma propensão a ignorar papéis de gênero, recusando-se a mudar o gênero feminino do sujeito da música. Gal criou ainda mais controvérsia desafiando os costumes. Ao final do mesmo ano, ao final de uma apresentação com Maria Bethânia, as duas se beijaram no palco. A foto do beijo foi publicada pela revista Veja e a polêmica originou um debate nacional sobre feminilidade e sexualidade entre os diversos setores da sociedade brasileira.

A voz da grande intérprete que segue a cantar

Gal continuou gravando interpretações de grandes canções durante a década de 1970, consagrando-se por imprimir sua inconfundível assinatura musical em músicas famosas. Com isso, no início da década de 1980, ela já estava consolidada como um dos grandes nomes da  Música Popular Brasileira e continuou produzindo importantes obras na década seguinte (1990). 

Sua discografia tem mais de 30 álbuns de estúdio e outros nove ao vivo. Entre eles está o álbum “Recanto”, de 2011, com todas as músicas escritas por Caetano Veloso exclusivamente para ela. Atualmente, com mais de 50 anos de carreira, Gal Costa é uma das cantoras de maior sucesso na música brasileira. 

Compartilhe esse post

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Fechar Menu