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Gal Costa: uma grande voz da nossa música

Maria da Graça Costa Penna Burgos nasceu em 1945 em Salvador (BA). Sua mãe, Mariah Costa Penna já chegou a afirmar que ouvia música clássica quando estava grávida de Gal. A ideia era fazer com que a criança em seu ventre tivesse ligação com a música. De alguma forma, Gal realmente estava predestinada à música. Tanto que ela ficou muito amiga de Sandra e Andreia Gadelha, as duas irmãs que mais tarde se casariam com Gilberto Gil e Caetano Veloso, respectivamente. Estava para nascer a carreira de Gal Costa: uma grande voz da nossa música

Foi através dessa amizade que Gal se tornou amiga de Caetano. Então surgiram colaborações musicais memoráveis. Ela também é uma mestra amante da Bossa Nova, graças em grande parte, a músicos como Tom Jobim e compositores como Vinícius de Moraes. Tanta afinidade resultou em parcerias com Maria Bethânia e Tom Zé. Tnto que eles chegaram até a se apresentar juntos em 1964. 

Em 1965, Gal se mudou para o Rio de Janeiro e participou do álbum de estreia de Maria Bethânia, além de se apresentar em Festivais de Música nos anos seguintes, 1966 e 1967. Ainda em 1967, ela colaborou com Caetano no álbum  “Domingo” que fez dela uma estrela da MPB. No entanto, antes de se firmar como ícone da MPB, sua voz a tornou uma das grandes mestres de outro movimento: a Tropicália. Com seu sucesso na  Tropicália, Gal lançou , em 1969, um de seus maiores sucessos:  “Baby”. Ainda no mesmo ano, outros dois grandes sucessos:  ” Meu Nome é Gal ” e ” Cinema Olympia”. Porém, com o exílio de Caetano e Gil na Inglaterra, o movimento Tropicália já não tinha como continuar durante a ditadura militar.

Desafiando os padrões

Na década de 1970, Gal Costa se tornou uma das intérpretes mais populares do país. Entretanto, embora ela normalmente não escrevesse suas próprias músicas, cada vez mais se dedicava a canções que exprimiam sua identidade feminina, às vezes de maneiras que desafiavam as normas heteronormativas. Um exemplo foi  seu álbum “Índia”, de 1973, cuja capa foi  censurada por ser tida como muito transgressora. Na faixa-título do álbum, originalmente escrita por Roberto Carlos, ela novamente mostrou uma propensão a ignorar papéis de gênero, recusando-se a mudar o gênero feminino do sujeito da música. Gal criou ainda mais controvérsia desafiando os costumes. Ao final do mesmo ano, ao final de uma apresentação com Maria Bethânia, as duas se beijaram no palco. A foto do beijo foi publicada pela revista Veja e a polêmica originou um debate nacional sobre feminilidade e sexualidade entre os diversos setores da sociedade brasileira.

Gal Costa: uma grande voz da nossa música

Gal continuou gravando interpretações de grandes canções durante a década de 1970, consagrando-se por imprimir sua inconfundível assinatura musical em músicas famosas. Com isso, no início da década de 1980, ela já estava consolidada como um dos grandes nomes da  Música Popular Brasileira e continuou produzindo importantes obras na década seguinte (1990). 

Sua discografia tem mais de 30 álbuns de estúdio e outros nove ao vivo. Entre eles está o álbum “Recanto”, de 2011, com todas as músicas escritas por Caetano Veloso exclusivamente para ela. Atualmente, com mais de 50 anos de carreira, Gal Costa é uma das cantoras de maior sucesso na música brasileira. 

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