fbpx

Djavan: sons que retratam as cores do dia-a-dia

Djavan: sons que retratam as cores do dia-a-dia.  Esta é a definição de quem conhece a obra desse cantor, compositor, produtor musical e violonista alagoano. Djavan Caetano Viana nasceu em 1949 e é responsável por uma coleção de sucessos. Suas composições retratam a riqueza de sonoridades, e o músico faz uma combinação única de ritmos latino-americanos, estadunidenses, europeus e africanos.

Futebol X Música

Aos 11 anos de idade, Djavan tinha duas paixões: o futebol e o equipamento de som quadrafônico da casa de um colega de escola. Chegou a se dedicar ao futebol e quase seguiu carreira esportiva, no entanto, aos 23 anos foi para o Rio de Janeiro para seguir carreira musical. Começou como crooner na noite carioca e por intermédio de um radialista de Maceió, sua terra natal conheceu João Araújo, presidente da Som Livre. Com isso, teve a oportunidade gravar músicas de compositores consagrados como Dori Caymmi, Jorge Amado, Toquinho e Vinícius de Moraes para novelas da TV Globo. 

Com a carreira musical encaminhada, em 1976, Djavan já tinha composto mais de 60 músicas, o que o levou a gravar seu primeiro disco pela Som Livre. A obra conta com a produção de  Aloysio de Oliveira, que já havia trabalhado com nomes que vão de Carmen Miranda a Tom Jobim. O disco “A Voz, o Violão, a Música de Djavan” apresentava as músicas “Flor de Lis” e “Fato Consumado” que fizeram bastante sucesso nas rádios. 

Grandes intérpretes 

Posteriormente saiu da Som Livre e passou a gravar pela Odeon, onde gravou o  segundo disco, cujo o título é seu próprio nome “Djavan”, lançado em 1978. O álbum trazia a música “Álibi”, gravada também por Maria Bethânia, tornando-se a faixa-título do disco de maior sucesso da cantora. “Álibi” foi o primeiro disco de uma cantora brasileira a vender mais de 1 milhão de cópias. Este  segundo álbum de Djavan teve outras canções regravadas por por Nana Caymmi “Dupla Traição” e Elis Regina “Samba Dobrado”. 

Em 1980, Djavan lança “Alumbramento” e inaugura parcerias com Aldir Blanc, Cacaso e Chico Buarque. Consagrada pelo público, meio artístico e  imprensa, a obra de Djavan começa a ganhar outros intérpretes importantes como Roberto Carlos e Caetano Veloso (que retribui a homenagem do verbo “caetanear”, substituindo-o por “djavanear” em sua versão de “Sina”). 

Reconhecimento internacional

Em 1982, a música “Flor-de-lis”, do primeiro disco de Djavan, ganha uma versão na voz de Carmen McRae, com o título de “Upside Down”. Com isso, a gravadora CBS convida Djavan para gravar o disco “Luz” em Los Angeles. A obra teve a produção de Ronnie Foster, um dos principais nomes da música soul estadunidense, e conta com a participação de Stevie Wonder na canção “Samurai”. Foi em Los Angeles que Djavan gravou, dois anos mais tarde, o disco “Lilás” em que a música que leva o mesmo nome do disco foi executada mais de 1.300 vezes nas rádios brasileiras em seu dia de estreia. O álbum ainda teve outro grande sucesso: a canção “Esquinas”. Os dois discos são seguidos de turnês pelo mundo. 

De volta ao Brasil, em 1986, lança o álbum “Meu lado”, marcado pela  volta ao samba, e pela mistura de ritmos de baiões, canções e baladas. No ano seguinte, volta a Los Angeles para gravar “Não é azul, mas é mar”. O disco ganhou uma versão em inglês “Bird of Paradise”, com com a participação de Stevie Wonder. O disco seguinte, “Oceano”,  também foi lançado no exterior, com o título de “Puzzle of Hearts”, e trouxe  versões em inglês para as faixas “Avião” (“Being Cool”), “Oceano” (“Puzzle of Hearts”) e “Curumim” (“Amazon Farewell”).

Djavan inicia os anos 90 com o álbum “Coisa de Acender”, com grande influência de estilos como jazz, soul, blues e funk estadunidense. Entre os sucessos estão “Linha do Equador” ( em parceria com Caetano Veloso), “Se”, “Boa Noite”, “Alivio”, “Outono” e “A Rota do Indivíduo (Ferrugem)”.

Grammy

Em 1999 Djavan lança o álbum  “Ao Vivo” que bate a  marca de dois milhões de cópias vendidas. O CD duplo traz 24 faixas, sendo 22 grandes sucessos. Um ano depois, a música “Acelerou” foi escolhida a melhor canção brasileira de 2000 no Grammy Latino. Cinco anos depois, em 2015, Djavan volta a ser premiado com um Grammy Latino pelo conjunto da obra. Em 2016, foi indicado ao Grammy Latino de Gravação do Ano e ao Grammy Latino de Melhor Canção em Língua Portuguesa por sua canção “Vidas Pra Contar”; o álbum da faixa homônima, também foi indicado ao Grammy Latino de Álbum do Ano e ao Grammy Latino de Melhor Álbum Cantador. Em 2018, ganhou um álbum tributo em ritmo de reggae intitulado “Jah-Van – Djavan goes Jamaica” produzido por BiD e Fernando Nunes.

Compartilhe esse post

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp

Cadastre-se e assista a 4 aulas gratuitas exclusivas

Fechar Menu

APRENDA COM UMA DAS VOZES MAIS ACLAMADAS DA MÚSICA BRASILEIRA

Liberamos gratuitamente 4 aulas do curso para você viver esta experiência

Deixe aqui seus dados para ter acesso às 4 aulas gratuitas

  • Seus dados estão seguros