fbpx

Chico Buarque: quem é esse mestre da música brasileira

Ele figura até hoje entre os maiores expoentes da MPB. Saiba mais a seguir sobre Chico Buarque: quem é esse mestre da música brasileira.

Cantor, compositor, escritor, dramaturgo, Chico nasceu no Rio de Janeiro em 1944 e passou sua juventude em São Paulo e na Itália. Filho do sociólogo e historiador Sérgio Buarque de Holanda e da pianista Maria Amélia Cesário Alvim, Chico estudou Arquitetura na Universidade de São Paulo – USP por 3 anos. Mas, influenciado pelas canções de João Gilberto e Vinícius de Moraes (amigo de seu pai que frequentava sua casa), Chico encontrou sua verdadeira vocação: a música. De acordo com o próprio compositor, foi a música “Chega de Saudade” de João Gilberto que o fez decidir seguir o caminho da MPB.

Início da carreira

Já aos 21 anos Chico gravou seu primeiro sucesso “Pedro Pedreiro” e teve composições gravadas por Nara Leão. Sua obra no início era vista por alguns como esteticamente conservadora, sobretudo se comparada ao que era produzido pelo movimento Tropicália.  Contudo, em 1968 Chico escreveu a peça teatral “Roda Viva”, que tinha em seu roteiro cenas que simulavam o protagonista (um astro pop) sendo dilacerado membro a membro, para ter sua carne consumida pelos fãs. Os artistas da peça ofereciam ao público pedaços de frango representando a carne do “astro pop” para comer. Então a peça chamou atenção da censura do regime à época e Chico Buarque acabou sendo preso.

Em 1966 o artista foi reconhecido pela música “A banda”. Interpretada por Nara Leão, a canção ficou em primeiro lugar, junto com a concorrente “Disparada”, no II Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record. Dois anos mais tarde, em 1968, a canção “Sabiá” feita em parceria com Tom Jobim foi a vencedora do 3º Festival Internacional da Canção. Entretanto, A escolha não agradou o público que torcia pela emblemática música “Para não dizer que falei de flores” de Geraldo Vandré. Naquela ocasião Chico e Tom foram vaiados pela plateia. Mais tarde, em 1971, Chico gravou o álbum Construção, que apresentou músicas com letras mais intensas com camadas líricas sofisticadas, repletas de analogias que representavam protestos sociais e políticos.

Censura

Forçado a enviar seu material a censores do da ditadura, teve quase dois terços de seu trabalho rejeitados. Mesmo assim, o compositor tem obras que são verdadeiro patrimônio cultural do Brasil. São músicas como “Quem te viu, quem te vê” (1967), “Cotidiano” (1971),  “Apesar de você” (1970), “Construção” (1971), “O que será”(1976), “Cálice” (1978), “Geni e o Zepelim” (1978), entre outras obras primas da MPB. Em 1974, para driblar os censores da ditadura, Chico criou o pseudônimo Julinho da Adelaide. Com esse pseudônimo compôs as músicas “Milagre brasileiro”, “Acorda amor” e “Jorge maravilha”.

Obras literárias

Na década de 1980, período em que a censura já era mais branda, Chico passou a se dedicar também a literatura e ao teatro. Paralelamente continuou a gravar e fazer turnês. Em 2006 lançou o aclamado “Carioca” e seguiu em turnê para então fazer uma pausa e escrever o romance, Leite Derramado. Em 2010, Buarque gravou um novo álbum de estúdio chamado simplesmente Chico. Recentemente, em 2019, Chico Buarque venceu o Prêmio Camões, o mais importante da Literatura em Língua Portuguesa. Entre seus principais livros estão ainda “Estorvo” (1991), “Benjamim” (1995) e “Budapeste” (2003).

Compartilhe esse post

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp

Cadastre-se e assista a 4 aulas gratuitas exclusivas

Fechar Menu

APRENDA COM UMA DAS VOZES MAIS ACLAMADAS DA MÚSICA BRASILEIRA

Liberamos gratuitamente 4 aulas do curso para você viver esta experiência

Deixe aqui seus dados para ter acesso às 4 aulas gratuitas

  • Seus dados estão seguros