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Baden Powell: o violonista que muito contribuiu para a Bossa Nova

Roberto Baden Powell de Aquino foi um violonista e compositor que  muito contribuiu para a Bossa Nova. Nascido em 1937, em Varre-e-Sai (RJ), era um talento promissor e já tocava na rádio aos oito anos de idade. Com isso, aos nove anos, apresentou-se no programa Papel Carbono, de Renato Murce, na Rádio Nacional, conquistando o primeiro lugar como solista de violão.  Graças ao notório talento, já aos 13 anos ele ganhava seus primeiros cachês como músico nas festas do bairro. 

A família se mudou para o Rio enquanto Baden Powell ainda era menino, e ele cresceu cercado por músicos tocando sambas e chorinhos. Seu pai, o também violonista Lino de Aquino, promovia rodas regulares de chorinho em sua casa. Lá estavam nomes famosos como Pixinguinha , seu irmão China , a sambista Donga entre outros.

Baden Powell começou a tocar profissionalmente ainda adolescente, aos 15 anos.  Tocava violão em casa e a tuba na banda da cidade. Seu avô organizou a primeira orquestra negra da região. Então, após terminar o ensino médio (chamado “colegial” à época), Baden Powell ingressou no elenco da Rádio Nacional como acompanhante. Com isso, ele chegou a viajar em turnê pelo Brasil com os cantores da rádio. 

Em meados da década de 1950, ele conheceu Tom Jobim que o incentivou a se dedicar à Bossa Nova. Há quem diga que sua mais importante contribuição à Bossa Nova tenha sido a incorporação de influências africanas. Seus primeiros grandes sucessos foram as canções “Deve Ser Amor” e “Samba Triste”. Em 1955, ele se juntou a Ed Lincoln tocando Jazz na boate Plaza. O local era conhecido como um ponto de encontro de músicos, jornalistas e aficionados ​​em Jazz. 

Parceria

Em 1962, conheceu Vinícius de Moraes com quem compôs mais de 50 músicas em parceria. A primeira música deles foi “Canção de Ninar Meu Bem”,  que fez muito sucesso. Além disso, estão entre os destaques da dupla  “Samba de Benção”, “Berimbau”, “Samba em Preludio” e “Bom Dia, Amigo”.

Com o tempo, Baden Powell já estava consagrado e tinha boas conexões no cenário musical. Em 1963, ele gravou seu primeiro LP, “Um Violão na Madrugada” (Philips). No ano seguinte, ele foi para Paris,  onde se apresentou no teatro Olympia. Posteriormente, chegou a gravar com músicos consagrados do Jazz como Stan Getz, Herbie Mann e Stéphane Grappelli . 

O violonista que muito contribuiu para a Bossa Nova

De volta ao Brasil em 1964, gravou o LP “À Vontade”, que incluía uma a canção “Samba do Avião”, composta por Tom Jobim e Vinícius de Moraes. Naquele mesmo ano compôs o samba “Berimbau” com letras de Vinícius. E as composições da dupla não pararam ali. Eles ainda compuseram juntos as músicas “Além do Amor”, “Valsa sem Nome”, “Deve ser Amor”, “Canção do Amor Ausente”, “Consolação”, “Deixa”, “Amei Tanto”, “Tempo Feliz” e “Samba da Bênção”. 

Influências africanas

Viajando para a Bahia, Powell ficou lá por seis meses e pesquisou as tradições afro desenvolvidas em solo brasileiro, especialmente a tradição musical que emana dos antigos rituais do candomblé e da umbanda. A próxima fase de sua associação composicional com Vinícius seria chamada por Powell de afro-sambas, espelhando as descobertas daquele período: “Tristeza e Solidão” e “Bocoché” de 1965 e “Canto do Xangô” e “Canto de Ossanha”, de 1965. “este último gravado por Elis Regina em 1966 com grande sucesso. 

Em 1965, a cantora Elizeth Cardoso apresentou “Valsa do Amor que Não Vem”, de Powell / Vinícius, no primeiro Festival de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), em São Paulo, conquistando o segundo lugar. Então, dois anos mais tarde (1967) voltou a França e gravou o álbum “O Mundo Musical No. 2”, acompanhado pela Orquestra Sinfônica de Paris. O álbum foi premiado com o Golden Record em Paris e ele se apresentou no Festival de Jazz de Berlim, na Alemanha, com os guitarristas americanos de jazz Jim Hall e Barney Kessel . 

Em 1995, seu concerto no Festival de Montreux foi gravado em CD sob o título Baden Powell Live in Montreux. No mesmo ano, ele foi premiado com o Prêmio Shell por suas obras completas. Em 1996, ele fez uma turnê na França com o acordeonista brasileiro Sivuca e gravou o CD Baden Powell Live no Rio Jazz Club. Depois de passar várias semanas no hospital, Baden Powell morreu em 26 de setembro de 2000, aos 63 anos.

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