fbpx

A importante obra de Edu Lobo para o Brasil

Nascido no Rio de Janeiro, em 1943, ele é um dos mais importantes compositores da nossa música, além de violonista, arranjador e orquestrador. Eduardo de Góes Lobo é filho do compositor pernambucano Fernando Lobo. A importante obra de Edu Lobo para o Brasil começou nos anos 60 e teve forte influência da Bossa Nova. No entanto,  também tinha grande predileção pelos ritmos nordestinos. Aos 18 anos, conheceu Vinicius de Moraes e, juntos, compuseram a canção “Só me fez bem”. A música só foi gravada em 1967, no álbum “Edu Lobo e Maria Bethânia”. Ainda no mesmo período, formou um grupo com Dori Caymmi e Marcos Valle.

Primeiro disco e Festivais

Seu primeiro disco foi um compacto duplo cujas canções eram influenciadas por ritmos da cultura popular. Entre as principais influências dessa obra estão Sergio Ricardo, João do Vale, Carlos Lyra e Rui Guerra. Em 1963, Edu Lobo participou do “I Festival da Música Popular Brasileira” com duas músicas: “Aleluia” (em parceria com Rui Guerra) e “Arrastão”, que ficou em primeiro lugar. A canção foi escrita por Vinicius de Moraes e interpretada por Elis Regina (de quem Edu Lobo foi o primeiro namorado). O prêmio consagrou Edu Lobo como um dos mais importantes compositores do país. Décadas mais tarde, a apresentação de Elis naquele festival recebeu elogios do cantor estadunidense Bob Dylan em seu programa de rádio. Edu voltou a vencer o Festival da Música Popular Brasileira em sua terceira edição, em 1967. Dessa vez, a canção vencedora foi “Ponteio”, interpretada por ele e Marília Medalha. 

A influência dos ritmos pernambucanos apareceu em seu seu terceiro LP, gravado em 1968. A obra apresentava grande destaque para o frevo “No Cordão da Saideira”. Em 1969, depois de se casar com a cantora Wanda Sá, Edu foi para Los Angeles (EUA), onde fixou residência por dois anos, se dedicando a cursos de orquestração com Albert Harris e de música para cinema com Lalo Schiffrin.

Trilhas sonoras

Em 1971, gravou nos Estados Unidos o disco “From the hot afternoon” com o saxofonista Paul Desmond. A obra apresentava composições de Edu Lobo e Milton Nascimento. Ainda nos EUA gravou o disco “Cantiga de Longe”, com a participação de Hermeto Pascoal, Airto Moreira, Claudio Slon e Wanda Sá, esposa de Edu Lobo na época. Em 1973 lançou novas músicas no o álbum  “Edu Lobo”. Durante os dois anos seguintes (1974 e 1975), foi responsável pela trilha musical de 12 programas da série Casos Especiais, da TV Globo. Em 1975, compôs, em parceria com Vinicius de Moraes, a trilha sonora da peça Deus lhe Pague, de Joracy Camargo, com adaptação de Millor Fernandes. 

Seguiu em plena produção artística e, em 1981, lançou o álbum “Edu&Tom, Tom&Edu”, em parceria com Tom Jobim, produzido por Aloysio de Oliveira. Em 1983, em parceria com Chico Buarque, compôs trilha sonora para o balé “O Grande Circo Místico”, adaptação de Naum Alves de Souza do poema homônimo de Jorge de Lima. Tal obra deu origem a um álbum com a participação de Gal Costa, Tom Jobim, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Tim Maia, Zizi Possi, entre outros. 

Parceria de longa data

Voltou a compor em parceria com Chico Buarque para as peças “O Corsário do Rei”, de Augusto Boal, e “Dança da Meia-Lua”, com roteiro de Chico Buarque e Ferreira Gullar. As trilhas dessas duas peças foram lançadas em disco. Ainda no campo das trilhas sonoras, Edu Lobo foi o compositor da trilha do programa infantil “Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura. As composições foram lançadas posteriormente em CD. O álbum ganhou dois prêmios Sharp. Outro prêmio recebido por Edu Lobo foi o Edu Lobo foi o Prêmio Shell, em 1994, como o melhor compositor de música brasileira, pelo conjunto da obra.

A parceria com Chico Buarque foi retomada em 2001 para as canções da peça teatral “Cambaio”, de João Falcão e Adriana Falcão. Um álbum homônimo foi lançado em seguida, com a participação de Zizi Possi e Gal Costa dividindo a interpretação das canções com Chico Buarque, e com orquestrações de Chiquinho de Moraes. O álbum recebeu o Latin Grammy de Melhor Álbum de MPB, em 2002.

Após um longo intervalo sem novos álbuns, Edu Lobo lançou em 2010 o disco “Tantas Marés”, com a composição inédita “Tantas marés”. No ano seguinte, foi convidado para um concerto em Amsterdam com a orquestra holandesa Metropole Orkest, sob a regência de Jules Buckley. Em 2013, um novo álbum: “Metropole Orkest convida Edu Lobo”, gravado ao vivo. A obra recebeu o Prêmio da Música Brasileira como Melhor Álbum de MPB. Nos anos seguintes, Edu Lobo se apresentou em diversas capitais Brasileiras. Em 2017, foi um dos vencedores do “15º Prêmio de Arte, Ciência e Cultura da Fundação Conrado Wessel” pela sua contribuição à cultura do nosso país.

Compartilhe esse post

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp

Cadastre-se e assista a 4 aulas gratuitas exclusivas

Fechar Menu

APRENDA COM UMA DAS VOZES MAIS ACLAMADAS DA MÚSICA BRASILEIRA

Liberamos gratuitamente 4 aulas do curso para você viver esta experiência

Deixe aqui seus dados para ter acesso às 4 aulas gratuitas

  • Seus dados estão seguros